Dia 46/52
/Ficamos duas semanas fora de casa, e pra que isso fique mais confortável pras crianças, combinamos que cada um poderia levar nas costas uma pequena coleção de afeto, um ou outro item pessoal que os faça se sentir bem. “O limite é o tamanho da mochila e o peso que você consegue carregar, certo?” Ambos escolheram, é claro, brinquedos - e, mais exatamente, Lego. Os bonequinhos e seus veículos incríveis estiveram com a gente por todos esses dias, ficavam nos esperando chegar dos passeios e faziam companhia na hora do lanche noturno, participando das brincadeiras, sempre cheias de novidade. Foi Lego também que quiseram levar de lembrança dessas férias (apesar de não ser uma lembrança nem tipicamente italiana, nem espanhola...), e agora podem acrescentar às suas coleções itens que vieram precisamente daquela tarde de frio, sol e gelato no centro histórico de Roma, e mais aqueles que descobrimos naquela loja enorme, perto da estação gigantesca que conhecemos em Madri.
Hoje, último dia desta pequena temporada fora de casa, fizeram um programa a três, pai, dois filhos, um programa surpresa, “olha ali, gente, olha aquele cartaz!”, pra ver mais um pouco do que seu brinquedo favorito pode fazer, numa exposição temporária que (será o acaso?), está aqui exatamente quando estamos. Me contaram depois que viram casa, castelos, uma catedral, prédios altíssimos, seis cidades inteiras feita de bloquinhos, e voltaram dizendo que não veem a hora de “mostrar nossa casa pros bonecos novos”. Agora, na jornada de volta, a mochila nas costas pesa um pouquinho mais, mas nem se compara com a bagagem que vão levando sem nem perceber...