Dia 40/52

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Chegamos ao aeroporto quase na metade do dia, e depois que nos despedimos do direito garantido de almoçar pizza, perguntei pro menino qual é a cor de Roma. A gente já tinha feito esse exercício antes, em outras oportunidades, e eu vejo que o ajuda a elaborar um pouco mais sobre o lugar, a juntar informações, emoções, cheiros e sons. Nossa cidade tem uma cor, nossos passeios um monte de tons diferentes, e desta vez ele nem precisou pensar: “Roma é bege, meio alaranjado, meio acinzentado... tem uma cor que eu não consigo explicar”. Entendo perfeitamente... Eu quis saber se essa cor trazia junto com ela algum sentimento, mas ele me disse que isso é difícil de perceber, “eu só sei que fico com vontade de ver mais”. Na noite anterior, quando o trajeto do Tram nos deu de presente a chance de nos despedirmos de alguns dos prédios, igrejas e ruínas que fizeram nossos últimos sete dias tão atípicos, ele não desgrudou os olhos da janela, foi enxergando tudo o que podia ver. Já hoje, na longa caminhada que os aeroportos nos impõem, foi apontando pras fotos que via no caminho, chamando pelo nome aquilo que conhecia, tomando posse da bagagem que ele nem sabe que tem. Sentamos na sala de embarque, e eu perguntei: “e Madri? Que cor será que tem Madri?” 🤔 Amarelo é o palpite dele...