Dia 21/52

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(Dia 21) Temos aí uma boa foto da piscina, mas a protagonista desta nossa sexta-feira de férias é a chuva - essa que dá pra ver querendo dar as caras no meio de tantas nuvens. Fomos ao clube quase que por necessidade, porque, depois de 20 dias juntos quase o tempo todo, não estávamos nos dando bem em casa, estávamos todos cansados, tinha preguiça, tédio, muito resmungo e pavio curto pra todo lado. Vamos molhar o corpo, dar uma chance de mudar o clima, e vamos logo, porque parece que vai chover. O menino pulou na piscina sem nenhuma cerimônia, e o pequetito, que até outro dia mesmo morria de medo, fez quase a mesma coisa, mas com um pouco mais de charme, um pouco mais de dengo. Fiquei ali de molho naquela água quase morna com ele, tentando recuperar a minha disposição, observando outros adultos se divertindo com outras crianças igualmente agitadas e festivas, tentando reaver meu fôlego pra contar até 10, ou 20, o quanto fosse necessário. 

Tivemos pouco mais de uma hora de relax até que o tempo fechasse de vez, e eu ensaiei algumas vezes pedir pra que fôssemos embora enquanto ainda não pingava, mas eles estavam se divertindo e eu fui deixando pra lá. Que mal uma chuva há de fazer? Saímos da água quando já estava chovendo, e enquanto eles riam da impossibilidade de se secar, decidi que não ia nem tentar. Avisei que a gente ia andar até em casa na chuva, devagar, porque não temos pressa, e eles acharam muito divertido quando eu lembrei que "já estamos molhados mesmo..." Fomos lembrando das vezes em que a gente precisou fugir da chuva porque estava na hora da escola, ou porque estava frio, ou porque não dava pra molhar a mochila, aquele tênis novinho… Eles entenderam o espírito da coisa, largaram pra lá a toalha que dei pra se protegerem, pediram pra comer "biscoito molhado", e chegaram no prédio contando pro porteiro que aconteceu a coisa mais legal do mundo: "choveu enquanto a gente estava na piscina!" Xô tédio, xô cara feia…