Dia 22/52

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(Dia 22) 24 horas de folga foi o que a vovó e a tia, duas santas (santas por um dia), me deram. Nos deram, mais exatamente. Passamos o dia resolvendo pendências da vida adulta, conversando sem interrupções, planejando inclusive nossos próximos passeios em família, e até tomei um milk shake cheio de chantily porque essas duas pessoas existem. E me enche de alegria não só a minha oportunidade de descansar um pouco, mas também a certeza de que os meninos estão vivendo, com elas, experiências ricas, amorosas e desafiadoras, e sempre em uma perspectiva diferente da minha, o que é de uma riqueza indiscutível. Eles precisam delas, e eu também. 

Chegaram em casa agora, perto das 21h, depois de uma noite e um dia inteiro em outra vibe, e me contaram felizes que o dia foi ótimo, que brincaram de barco, navegando até o Havaí, que assistiram a uns desenhos diferentes, imitaram cachorros (!), e que ganharam um livro da tia, e foi "muito legal porque é um livro que era dela quando era pequena", e agora é deles. Contei que o meu dia também foi ótimo, e expliquei que isso, a chance de poder viver experiências distintas, às vezes, faz muito bem pra nossa família, e eles rebateram dizendo que queriam mais. "Sabia que tem algumas coisas que só a vovó faz pra gente, mãe?" E eu sei perfeitamente.